Cervejas no Brasil trocam cevada por milho!

Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e podem estar levando à ingestão inconsciente de OGMs,

Uma das bebidas mais “proclamadas”  pelos brasileiros, é a cerveja, que é feita de cevada maltada, na verdade é quase uma bebida alcoólica de milho. É isso mesmo. Uma pesquisa da USP e da Unicamp mostra que cervejas do brasil possuem 45% de milho em sua composição, percentual máximo permitido pelo Governo. E  para piorar, eles querem que o governo aprove um  percentual de 50%.

Ou seja, eles querem que uma cerveja possa ter em sua composição até 50% de milho ou arroz, que são bem mais baratos que a cevada.

Em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que “as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.”

Muitas cervejarias artesanais no mundo todo ainda seguem à risca uma tradição alemã, baseada na Reinheitsgebot, que é a Lei da Pureza da Cerveja, instituída na Baviera, região sul da Alemanha, em 1516 e expandida para toda a Alemanha em 1906, a qual determinava que a cerveja deveria conter apenas água pura, malte e lúpulo.

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Imagine a quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Há estudos assegurando que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

O Brasil é o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Confira os rótulos das cervejas, uma vez que a legislação brasileira obriga as cervejarias a indicarem para o consumidor quais são os ingredientes presentes na bebida. Note que muitas cervejas como a Brahma, Skol, Antarctica (incluindo a Antarctica Original), Kaiser, Bohemia e muitas outras levam em sua composição pelo menos água, malte de cevada, cereais não maltados (que pode ser o milho e também o arroz) e lúpulo, sendo que muitas ainda levam “carboidratos”, além de antioxidantes e estabilizantes. Esses carboidratos e cereais não maltados são conhecidos como adjuntos cervejeiros e quando adicionados a uma cerveja como as citadas acima, fazem com que elas se enquadrem no estilo “Standard American Lager” e não no estilo “Pilsen”, como se costuma pensar por aqui.

 

 

Confira abaixo a lista de cervejas que ainda estão boas para beber:

boas

 

Confira as matérias originais nos sites: engenhariae.com.br e outraspalavras.net

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