‘Surf’ do vocalista marcou a apresentação do Cage the Elephant

Misturando blues punk e Pixies, grupo fez show ‘intenso’ no Lollapalooza BR. Desempenho da banda lembrou o de bandas das primeiras edições do evento.

Antes de tocar a décima segunda e última música de seu show no Lollapalooza BR, Matt Schultz, o vocalista do Cage the Elephant, falou: este é o nosso novo país favorito. Como que para assegurar que a declaração não soasse meramente populista, ele partiu para a plateia, onde “surfou” durante bons minutos, com direito a quedas eventuais e a uma revista rigorosa dos que puderam lhe tocar.

Era a segunda vez que Matt cometia a ousadia de um encontro franco com a audiência, já em bom número, que estava diante do palco Butantã, um dos dois principais do festival. O “passeio” anterior ocorrera logo na segunda música do show, que se iniciara às 16h. Sobre a “viagem” inicial, ele chegou a comentar: “Pensei que alguém fosse roubar a minha carteira. Mas eu guardo ela aqui..”, e a apontou para a parte da frente da bermuda.

Matt não é só a voz – é a imagem do Cage the Elephant. O rapaz não consegue parar quieto: dança, ou tenta, durante todo o tempo, circula por todo o palco de um jeito insano, não se sabe se metaforicamente ou literalmente.

Quanto à música, esta credenciaria o quinteto americano a se apresentar nalguma das primeiras edições do festival, criado por Perry Farrell duas décadas atrás. Isso, porque o Cage the Elephant, formado em 2007, propõe um som que, em linhas gerais, se encaixa no estilo que, à época, ficou conhecido como “rock alternativo” ou algo asssim. No mais das vezes, funciona.

Adicional considerável. Pela aparência, Matt faz lembrar Kurt Cobain (1967-1994), líder do Nirvana. Pela voz (nos refrões gritados), guarda semelhanças com Black Francis, o vocalista dos Pixies. Só que Matt dança, e talvez provocasse melhor impressão nos mais exigentes se, enquanto fizesse isso, não se esquecesse às vezes de que a missão principal era cantar.

Mas a plateia não pareceu se fazer caso dos lapsos do cantor. Mesmo porque o Cage the Elephant não é propriamente um conjunto de hits – embora tenha havido coro nas canções mais conhecidas, caso de “Shake me Down”, do disco mais recente “Thank you, Happy Birthday” (2011).

Seu som se situa na fronteira do blues punk, principalmente no primeiro dos dois discos, com os citados Pixies – sobretudo nas frequentes passagens de guitarra e nos gritos de Matt. Na somatória, o público dá-se por satisfeito, senão com o que ouviu, ao menos com o que viu durante os cerca de 50 do show.

E o que se viu, ao fim, foi um grupo oferecendo aquele desempenho que se costuma chamar, no clichê nas avaliações de shows de rock, de intenso. Durante sua estadia final pelo espaço do público, Matt Schultz viu um jovem tentar “roubar” o microfone. Em lugar de afastar o convidado, agarrou pela nuca e trouxe para perto, enquanto era carregado de costas.

Matt também apanhou uma pequena bandeira do Brasil. Agitou por alguns segundos, até cair. Quando finalmente regressou ao espaço entre a grade e o palco, viu uma outra bandeira do país, desta vez maior. Foi até ela correndo e, com ela, enfim se colocou de volta sobre o palco, onde prosseguiu correndo e de onde desapareceu correndo

E o que se viu, ao fim, foi um grupo oferecendo aquele desempenho que se costuma chamar, no clichê nas avaliações de shows de rock, de intenso. Durante sua estadia final pelo espaço do público, Matt Schultz viu um jovem tentar “roubar” o microfone. Em lugar de afastar o convidado, agarrou pela nuca e trouxe para perto, enquanto era carregado de costas.

Matt também apanhou uma pequena bandeira do Brasil. Agitou por alguns segundos, até cair. Quando finalmente regressou ao espaço entre a grade e o palco, viu uma outra bandeira do país, desta vez maior. Foi até ela correndo e, com ela, enfim se colocou de volta sobre o palco, onde prosseguiu correndo e de onde desapareceu correndo.

 

Fonte: http://g1.globo.com

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